quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Hoje eu te vi"

Hoje eu te vi!
Você estava lá, no mesmo lugar.
A verdade é que você não sai desse lugar, pelo menos quando eu te encontro.
Deu aquela sensação estranha, aquela...
Fico nervoso só em pensar, fico nervoso em te ver...
Estou nervoso agora, só de procurar as letras para compor essa declaração.
E isso, por quê?
Você não é melhor ou pior do que ninguém.
Ou é?
Será que, pra mim, você é?
Quem é você?
Ou a pergunta seria: o que é você?
Não sei.

“Só sei que nada sei”.

Eu achava que tudo tinha acabado, mas, parece que não.

Hoje eu te vi.
Você estava lá, no mesmo lugar.
Eu olhei pra você, você olhou pra mim...
Por que você faz isso comigo, o que foi que eu te fiz?
Não duraram 5 segundos, mas a meu ver, isso já é muito tempo.
Só que eu não quero mais saber de você, da mesma forma que você quer me ver (de) longe.
A relação desgastou.
A amizade esfriou.
O papo morreu.
O que aconteceu?
Porque aconteceu dessa forma?
A culpa não é minha.
A culpa não FOI minha.
Só que eu estarei aqui a te esperar.
O telefone pode tocar e eu, como sou, irei atender.
Mas sei que você nunca irá ligar... Você nunca ligou, porque ligaria agora?
Não importa.
A saudade, às vezes, bate.
Mas ela vem e vai embora da mesma forma, no mesmo instante.
É um “sentimento” que não me pertence.
Sentimento? Que nada...
Seria bom que as coisas fossem diferentes.

"Um é pouco, dois é bom e três é demais."

Ah, quem dera fosse assim...

Hoje eu te vi.
Você estava lá, no mesmo lugar.
Fico pensando, quando vou te ver novamente?
Ficava pensando!
Você fez com que eu parasse de pensar.
As coisas mudam. As pessoas mudam.
Eu mudei.
Você também.
Tudo muda.
Que pena que mudou...
Bem que o povo já dizia “no começo, tudo são flores”.
Mas o erro não foi seu.
O culpado fui eu.
E, agora, eu estou pagando por isso!

“Quem mandou falar demais?”

Agora já é tarde...

Hoje eu te vi.
Você estava lá, no mesmo lugar.
Você estava demais.
E eu, novamente, percebi o quanto você é importante.
Só que você não sabe.
Foi aquela sensação estranha, aquela que só eu sei qual é.
Aquela de todas as noites...
Noites que eram muito divertidas, cheias de risadas. Dá gosto lembrar.
Diversão que se converteu em tristeza.
Acabou o encanto.
Acabou tudo.
Mas o erro não foi seu.
O culpado fui eu.
E, agora, eu estou pagando por isso!

“Quando isso vai mudar?”

Hoje eu te vi.
E você estava lá, naquele mesmo lugar...
Eu olhei pra você e você olhou pra mim!

Caramba! Houve esse contato, eu tenho certeza!

E isso já aconteceu outras vezes, eu vi.
E sei que você também viu, não adianta negar.
Cinco segundos, não mais do que isso.
Mudaria algo se fossem cinqüenta minutos?
Eu acho que não.
Uma pena que não.
Eu gostaria muito que as coisas fossem diferentes...
Quem sabe um dia?
Pra isso, eu teria que te ver mais vezes.
Será que vale a pena?!

Hoje eu te vi!
E você, como sempre, estava lá. Com a mesma vestimenta.
Eu achei que tudo tinha terminado.
Mas, não sei porque, eu tive a sensação de que voltei no tempo.
Há cinco meses atrás, quando eu só queria te ver.
Sentir o “seu cheiro”. Eu ainda acho que é “de chocolate”.
Sofri muito por sua causa.
Mas você não sabe, nem imagina.
E se soubesse, pouco faria diferença.
Afinal de contas, quem sou eu pra você?
O que você é pra mim?
Eu estou para você, assim como você está para “o mundo”.
Se eu falar assim você entende.
Eu gosto de você de uma forma que você nem imagina.
Quero muito o seu bem.
Queria ter contato com você.
Queria muito ser seu amigo!
Só que, pelo visto, não tem como.
Mas o erro não foi seu.
O culpado fui eu.
E, agora, eu estou pagando por isso!
Acabou-se o encanto, acabou-se tudo!

O que importa é que hoje eu te vi.
E você estava lá, no mesmo lugar.
E eu sei que é só lá que eu posso te encontrar.

(...)

Hoje eu te vi...

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