quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"Tem um centavo aí?"


Passagem de ônibus pode aumentar para R$ 2,49 em Maceió; prefeito rejeita a proposta; população pensa em protestar


De uns dias pra cá, um assunto cercou a mídia local. As empresas de ônibus de Maceió sinalizaram com o desejo de um possível aumento na tarifa. Segundo o representante das mesmas, o atual valor – R$ 2,10 – estaria defasado e não seria suficiente para bancar alguns compromissos que foram assumidos com fornecedores, o aumento dos combustíveis e, até mesmo, dos próprios salários de seus funcionários, incluindo o 13º.

Maceió conta com uma frota de 655 ônibus (sendo 10% considerados reservas) distribuídos em 6 empresas, mas algumas delas ainda contam com uma frota assim, antiga, defasada, para não dizer sucateada. Uns até são carinhosamente chamados de “lata de sardinha”. E outros, que mal tem janela? Quando chove, por exemplo, quem tiver guarda-chuva que abra dentro do ônibus para poder se proteger.

Sabe-se que o prefeito de Maceió reprovou qualquer tentativa de aumento na passagem enquanto não houver o processo licitatório do transporte público, o que revoltou os representantes do outro lado da corda. Porém, do outro lado, há também uma torcida que não se agrada nem um pouco ao ouvir falar nesse assunto: o povo. Afinal de contas, quem acha bom pagar R$ 2,10 para andar em ônibus que, praticamente, estão há mais de 10 anos nas ruas?

Essa parte que é contra o aumento da passagem já fala em uma possível manifestação. É um direito de todos reivindicarem seus direitos, mas o único problema é a forma com a qual isso será feito. Saber protestar é fundamental. Não adianta, por exemplo, sair por aí com disposição para meter pedras ou tocar fogo em vários ônibus, parando a cidade por um ou dois dias. Afinal, se já existe a reclamação pelo sistema ser ruim, querer piorar a situação fazendo isso, com certeza, não é a melhor opção de protesto.

O último aumento da passagem em Maceió – de RS 2 para R$ 2,10 – foi em Julho de 2010. Mais precisamente um ano e 3 meses depois, o debate volta a tona. Os empresários desejam o aumento “imediato” para R$ 2,49. Sim, você não leu errado, R$ 2,49. Mas, o prefeito Cícero Almeida quer, antes de tudo, a licitação – uma das metas de sua administração, que, esperada desde seu primeiro mandato, pode dar um gás no seu “não tão bem sucedido” segundo.

Curiosamente, antes mesmo do processo licitatório, as empresas de ônibus promoveram uma breve “renovação” na sua frota. A “Veleiro”, por exemplo, colocou nas ruas 22 novos carros. A “São Francisco” já recebeu os 20 carros novos - os mais recentes, inclusive, seguem o modelo dos novos das outras empresas, com uma quarta porta e os mesmos já estão em circulação. A “Real Alagoas” também já conta com carros novos na rua e o grupo “Piedade” também não ficou de fora, com carros novos também nas suas duas irmãs: "Massayó" e "Cidade de Maceió".

A expectativa, enfim, é que tudo esteja resolvido até o fim do ano. Porém, enquanto isso, vamos encaminhar uma solicitação ao Banco Central para que voltem com as moedas de 1 centavo, pois vai ser difícil tentar passar pela catraca pagando R$ 2,50, esperando um troco que não existe.

domingo, 23 de outubro de 2011

"Sou pai: E agora?"

Responsabilidade, realmente, é uma coisa séria na vida de uma pessoa. A minha, por exemplo, quase não tinha. Era pura curtição. Sair, passear, se divertir e namorar. Ah, namorar é muito bom, não? Quem não gosta? Pois é. Sempre gostei e sempre aproveitei as oportunidades da vida. E numa dessas “oportunidades” foi onde tudo mudou. Em uma dessas saídas com meus amigos, sábado à noite, balada, mulheres... Ou melhor, mulher. Uma só. E foi com ela que eu acabei concebendo uma continuação de mim para não perder o foco, muito menos o gosto pela diversão.

É... Agora, eu sou pai. Uma mudança radical na vida de qualquer homem é quando ele descobre uma dessas. E comigo não foi diferente. A minha vida começou a mudar completamente, da água para o vinho. Só que esse vinho não era tão prazeroso como aqueles que eu tomava quando saía no fim de semana. Sair agora? Só para comprar remédio ou fraldas. Passear? Quem sabe na praia, num fim de tarde, com mulher e filho do lado. Ou então, aquele clássico almoço de domingo na casa da sogra, ou da minha mãe. Namorar? Com que tempo?

O foco agora é o meu trabalho. Trabalhar para poder sustentar mulher e filho. Para que, com isso, possa dar continuidade, realmente, à minha continuidade. Ele é parte de mim, parte do meu show e sempre precisará de tudo do bom e do melhor que eu possa lhe dar. E assim eu faço. Ou tento, passando de 8 a 10 horas fora de casa, quase que todos os dias, para trabalhar. É gente que entra, sai, conversa um pouco e depois vai embora. E isso se repete até a volta para casa, quando estou cansado, querendo apenas tomar um banho, cair na cama e dormir. É um cansaço arrebatador que não consigo evitar.

Mas ele está lá. E está me esperando. Ele precisa de mim, precisa do meu carinho, do meu amor, assim como eu também não consigo mais viver sem ele. Como pode ter uma força tão grande sobre mim? Posso chegar cansado quanto for, mas minha expressão muda ao ver que ele sorri com a minha presença. Passo a ser um novo homem sempre que isso acontece. A energia é totalmente renovada com tamanha demonstração de carinho. E tudo isso graças àquela noite de sábado, quando fui curtir com meus amigos aquela que seria, praticamente, a última da minha vida desregrada e sem um pingo de responsabilidade.

Mesmo com uma juventude toda pela frente, não posso deixar de curtir e aproveitar o que me proporcionei ao lado daquela figurinha que vive a me surpreender a cada dia que passa com suas atitudes. Cresci. Amadureci. Sou pai. E disso, com toda certeza, eu não me arrependo, pois por ele, faria tudo de novo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Da série: "Eu não me perdoaria por..."



Hoje, 14 de setembro de 2011, seria celebrado o aniversário de 28 anos da cantora Amy Winehouse. Como todos sabem, ela foi encontrada morta em sua casa em 23 de julho e, assim como outros, encerrou seu ciclo na terra com 27 anos (o povo até fala no tal 27 Club, enfim).

Mas o que quero comentar hoje é apenas uma coisa: Em janeiro, do mesmo 2011 onde "tudo isso" aconteceu, Amy esteve no Brasil. Ela iniciaria uma nova Tour que, mais tarde, apresentaria novidades com o tão esperado lançamento de seu terceiro CD. Como já disse em algum post anterior, eu fui a um dos shows de Amy no Brasil, no de Recife, pra ser mais exato.

Eu fui. E gente... Sinceramente, eu não me perdoaria se tivesse perdido uma oportunidade como essa. Eu não vou relatar como tudo ocorreu, pois já o fiz. Mas foi FANTÁSTICO. Não tenho palavras para relatar a minha felicidade com aquele dia. E com as lembranças do mesmo. Como hoje. Em comemoração ao aniversário de Amy, resolvi relembrar como foi a sua apresentação por aqui.

Ainda bem que existem boas almas no Youtube, que além de assistir e se deliciar com o show, arrumaram tempo para gravar e postar as imagens desse show. Tá tudo lá. Eternizado. E eu fui lá, de novo, pra assistir e relembrar o calor da emoção. O que é ouvir aquelas mais de 10 mil pessoas cantando Back to Black ao mesmo tempo e junto com a dona da canção, que cantarolava junto conosco? Simplesmente, sensacional.

Eu, realmente, não tenho palavras para expressar a minha felicidade. A minha emoção quanto a isso. Comentei com um amigo nessa semana que tive essa oportunidade, de presenciar uma apresentação de Amy Winehouse. E que não me arrependo de nada. Foi uma apresentação única e exclusiva.

O Rock In Rio vem aí. Em 2012, talvez, tenha um novo Summer Soul Festival. E eu sonhava com o momento de poder vê-la no palco novamente. Cantando, pulando, correndo, dançando, bebendo, tudo isso e muito mais. Isso é Amy Winehouse. Isso era Amy Winehouse.

Era.

Como disse, foi uma apresentação única e exclusiva. Única mesmo. Ela não está mais entre nós. E não estará jamais. Paro pra pensar e volto à questão do começo: eu, realmente, não me perdoaria se tivesse perdido essa apresentação em Recife. Foi o primeiro show que eu fui e posso dizer com todas as letras que FOI O SHOW DA MINHA VIDA. TOTALMENTE!

Amy Jade Winehouse completaria 28 anos hoje. Eu pude te dar um pouco do meu amor, carinho e atenção ouvindo suas músicas e cantando juntamente com você quando tive a oportunidade de delirar por 1h20 minutos no dia 13 de janeiro de 2011, madrugada já do dia 14. E te dou até hoje. Cada vez mais não consigo parar de ouvir a sua voz, cantar com você, do mesmo jeito que você se entrega... Enfim.

O aniversário, hoje, é seu. Mas não canso de repetir que você me deu o presente ao fazer essa apresentação em Recife. Parabéns, Amy. E muito obrigado por tudo.

Você não sabe o (tanto) bem que já me fez...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A banalização da homenagem na TV

Não é de hoje que os programas de TV usam de “homenagens” para convidados especiais visando atrair mais público para suas atrações. É certo que na maioria das vezes, a tentativa dá certo, mas é bom tomar cuidado para não “sair do controle”.

No último domingo, 14, o programa “Pânico na TV!” da RedeTV! exibiu, mais uma vez, uma espécie de “homenagem” por conta do Dia dos Pais. Com o seu tradicional modo de fazer esse tipo de quadro, o programa reuniu os integrantes da trupe e seus respectivos pais para uma brincadeira: os pais giravam uma roleta e ganhavam prêmios para eles e também para seus filhos.

Porém, os prêmios dos filhos eram completamente opostos aos dos pais. Um dos integrantes (que, por sinal, estava gripado) teve que dividir espaço com várias barras de gelo, se transformando no “homem de neve” outro, teve de fazer a barba com a “ajuda” de um ventilador.

Uma tarja, na tela, pedia: Atenção, nunca repita essa idiotice em casa. Só por aí você já tira o nível. Mas, onde está a dita “homenagem” daí? O que se nota é o programa sujeitando os seus integrantes a um show de cenas bizarras – e até mesmo de sofrimento – em uma atração de TV que se diz humorística.

E não é por ser programa de humor que não pode exibir quadros assim, pois o mesmo programa exibiu há uns meses a mudança de visual e de vida de uma mulher, sem usar de tais artimanhas para conquistar uns pontinhos a mais na audiência. Programas como “Domingão do Faustão”, “Eliana” e “Tudo É Possível” conseguem conduzir de uma maneira interessante os seus assim.

Que tal se o “Pânico” pensasse um pouco mais antes de levar esse tipo de atração ao ar e ainda mais com o intuito de “homenagear” alguém? Ou então, o conceito de “homenagem” terá que ganhar um novo significado... Pra ontem.

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Ah, só pra constar: o programa registrou, ontem, 10 pontos de média, 15 de pico e a liderança na audiência por alguns minutos.

PÂNICO NA TV!
ONDE: RedeTV!
QUANDO: Domingo, 21h. Sexta, reapresentação, às 22h.

domingo, 31 de julho de 2011

Back to Black.



"A cantora britânica Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, em Camden Town, Londres, por volta das 16h deste sábado. A suspeita é de uma overdose. Até o momento, o real motivo da morte não foi confirmado".

Uma notícia que fez com que o dia 23/07/2011 ficasse marcado como um dia triste para mim. Foi o dia inteiro sem acreditar no que ouvia. Sabe aquela sensação, quando você não quer aceitar o óbvio? Pois é.

Mas aí, qualquer pessoa pode perguntar: e quem era Amy Winehouse pra você, na sua vida, você nem a conhecia.

Pois é, infelizmente não. E a verdade dos fatos é a seguinte: como fã, sempre esperei que ela pudesse melhorar e retomar a carreira com mais sucesso do que já tinha. Sempre! E isso confirmo desde então. Vai ver por isso, a dificuldade em aceitar o óbvio.

Diferentemente de alguns conhecidos, quando Amy Winehouse esteve no Brasil, eu achei que ela estava em boa forma. Fui ao show dela em Recife e agradeço, eternamente, por essa maravilhosa oportunidade. Já escrevi aqui antes, quando imaginei que nunca pudesse realizar esse sonho, mas graças a Deus, eu consegui. E já sonhava com um próximo... no Rock In Rio ou um segundo Summer Soul Festival, quem sabe?

Fui ao show dela e achei tudo perfeito. Já fui sabendo que não seria uma apresentação igual a do DVD - vai ver por isso sei de pessoas que "tiveram pena" dela no palco - e por isso, pra mim, foi tudo ótimo. Foi 1h20 de puro delírio, de puro som, música, ao vivo, tudo uma maravilha. A melhor e maior apresentação de uma Amy que eu fico emocionado só de lembrar. Ela tava tão empolgada, gente, que até escorregou. E a galera foi ao delírio.

E quando ela gritou: RECIFEEEEEEEE!!!!!!!

Nossa, um show. Todo mundo gritou junto, todo mundo cantava junto... E assim fomos curtindo um pouco do que Amy Winehouse pôde mostrar no dia 13/01/2011. Como eu gostaria de voltar no tempo e curtir tudo aquilo novamente... Mas não vai dar. Agora, restam as lembranças. Pra sempre!

Nunca irei esquecer esse dia. Amy Winehouse no palco e EU, sim, EU estava lá no chão, cantando completamente embriagado por suas canções e sua voz maravilhosa, a qual vou guardar eternamente em seus áudios AO VIVO e em seu DVD.

Única coisa triste foi descobrir que aquela que tinha tudo para ser a sua volta trinfal, na verdade, fosse um degrau pra baixo - e a mais - em seu declínio. Tristeza vai tomando conta só de lembrar do seu desempenho em seu último show na Sérvia. O momento de maior pena é quando, no auge do desespero, Amy se abraça no meio do palco numa maior sensação de "meu Deus, o que eu faço agora?" ou "alguém me ajuda, por favor".

Drama.
Tristeza.
Era o fundo do poço.
As turnês sendo canceladas.
E, com isso, o fim de uma era.

O fim de uma vida. E que vida, hein? Amy viveu do seu jeito, sem se importar com o que os outros pensavam. Fumou, bebeu, cheirou e quase morreu. Mas ainda não era a hora. Voltou, fumou, cheirou, bebeu e fez tudo o que tinha direito. Só que aí, tem uma hora que não dá mais pra suportar.

Como dito anteriormente, ainda não se sabe o motivo concreto da morte de Amy Winehouse. Mas sabe-se que foi um baque para todos os seus fãs, no mundo inteiro. Porém, mesmo assim, Amy deixa uma grande recordação para os mesmos. Eu não vou dizer aqui qual é, pois quem é fã, sabe do que eu estou falando. E, assim como seu pai - Mitch Winehouse - declarou em seu enterro, faço dele as minhas palavras para encerrar esse comentário: "Boa noite, Amy. Durma bem."

E obrigado por tudo.

Amy Jade Winehouse
14/09/1983
23/07/2011

domingo, 10 de julho de 2011

"Eu quero votar"

No começo dessa semana, mais precisamente na terça-feira, minha vó nos fez uma visita. E enquanto esperávamos meus pais chegarem do médico, eu e ela aproveitamos para botar o papo em dia. Sim, eu e minha avó temos papos.

Dentre um papo e outro, perguntei-a se ela pretendia recadastrar o seu título de eleitor, mesmo sabendo que não é mais obrigada a votar. Mesmo no auge dos seus 76 anos - ela disse: olhe, meu filho, eu tenho 76 anos. Mas se tem uma pessoa pela qual eu quero votar, essa pessoa é Fernando Collor. Tenho uma admiração muito grande por ele.

E, com isso, me contou mais uma vez a história - dessa vez, completa - que a fez tomar tal admiração. Na verdade, a história é antiga. Fala do velho Arnon de Mello e tudo. Não vou contar aqui, até porque não é o momento, mas enfim.

Na última eleição, minha avó votou em Fernando Collor para o governo do Estado. Sim, ela fez isso. E apesar de não condizer com minhas preferências, nem tentei com que ela mudasse de opinião. Uma vez apenas o fiz e ouvi um "eu odeio esse governador que está aí". Ok, passemos então para outro assunto. E assim foi. Como sabemos, Collor nem para o segundo turno foi e o "governador odiado" pela minha vó acabou vencendo as eleições:

"Teotonio Vilela Filho é reeleito governador de Alagoas"

Mas o ponto principal dessa conversa de hoje é a situação que estamos presenciando diariamente sendo noticiada pelos veículos de comunicação e a que, justamente, minha avó disse fazer questão: o recadastramento do título eleitoral.

É todo dia, não tem pra onde, uma notícia sobre isso. Recentemente, os eleitores até bloquearam a Av. Fernandes Lima para demonstrar a sua indignação com a atual situação desse "projeto". Olha, vou ser sincero: quem está fora da fila - leia-se: na pista, no trânsito dentro do ônibus, do carro provavelmente indo pra o trabalho - não tem nada a ver com isso e, assim, não acho o protesto válido. É um absurdo as pessoas terem que descer dos ônibus, no caso, e irem andando por causa de uns 500 revoltados com uma situação de responsabilidade do TSE. Por isso, volta aquela questão do "saber protestar" - acho até que vou comentar isso aqui, quem sabe um dia.

Mas, apesar de ser contra a esse protesto, entendo completamente a revolta das pessoas que o fizeram. Gente, saibam - ou balancem a cabeça, confirmando que já sabem: Homens e mulheres que moram, por exemplo, no Benedito Bentes (como li em uma matéria, não me lembro de onde) chegam a sair de casa na noite do dia anterior para poder conseguir uma SENHA sabe-se lá que horas do dia seguinte. E não é só uma pessoa ou duas. São VÁRIAS! Pessoas que deixam suas casas a uma, duas, três da matina pra ver se dão sorte e conseguem a senha pra entrar.

Então, vamos imaginar a cena, eu e você: em plena noite de um domingo, por exemplo, pessoas que buscam ter o seu título renovado nesse "sistema biométrico" não podem ficar no conforto de suas casas, vendo Fantástico ou Silvio Santos. Elas saem antes para poder dormir na porta do Fórum. Passam a noite fora de casa, DORMEM na rua! E do jeito que a situação está em Maceió? Isso é um completo ABSURDO! Chega a ser revoltante. E daí, o motivo de concordar com o protesto feito - não com o modo dele ser feito, vamos separar.

O vexame, como não poderia deixar de ser, virou notícia nacional, sendo destaque nos principais meios de comunicação e na internet. Só que mesmo com o pedido da OAB-AL de que esse recadastramento biométrico fosse cancelado, o juiz Paulo Zacarias, que é responsável pelo Fórum já avisou que o mesmo não será encerrado. O TRE-AL já afirmou que irão fazer um pré-agendamento com os eleitores para evitar com essas situações degradantes.

Além disso, de acordo com a Justiça Eleitoral, irá ocorrer uma espécie de "desmembramento" e mais locais serão disponibilizados para a população conseguir realizar o recadastro no prazo previsto, que é em dezembro do corrente ano. Os locais serão: Benedito Bentes, Trapiche e Cruz das Almas. Além, claro, de seguirem no Fórum Eleitoral.

Bom, eu já soube que essa ideia de "pré-agendamento" já começou "torta". No dia do segundo protesto, alguns eleitores chegaram a dizer que, mesmo chegando cedo, ainda não tinham recebido a "visita" de "alguém para agendar a sua volta ao local". E aí, gente? Como resolver isso?

Aqui em Alagoas, por incrível que pareça, as coisas são assim. Têm que ocorrer "algo" pro povo se mexer. Por que será que, ao invés de esperar acontecer essa baderna, essa VERGONHA, não desmembraram antes os locais de recadastro? Ou os poderosos de lá achavam que iriam conseguir realizar o recadastro no prazo com todos os eleitores que estão dispostos a votar? Aí, um ponto importante: esse povo tá indo, gente, por pura e simples vontade de, no ano que vem, poder escolher o seu novo prefeito. E em 2014, participar da votação para governador, deputados e por aí vai.

E eu, quero ver se vou junto com a minha avó, realizar a vontade dela (e a minha, claro) de fazer esse bendito recadastramento. Fazemos aniversário no mesmo mês, com diferença de apenas dois dias. Se for possível, quem sabe eu e ela não vamos juntos ao local? Mesmo que seja pra ela votar em Fernando Collor, Renan Calheiros...

É um belo tratamento que os eleitores estão recebendo, hein? Enfim. Vamos esperar que, realmente, ocorra esse desmembramento e as novas áreas sejam definidas e aprovadas pra ontem.

Afinal de contas, cabeça, o povo quer votar...
Né não, matraca?

domingo, 16 de janeiro de 2011

"Amy, Amy, Amy"


Foi uma luta.
Foi duro.
Foi estressante.
Foi cansativo.
Mas... valeu MUITO a pena.

A verdade é que em julho de 2010, comecei a juntar dinheiro em um cofre. Um cofre, digamos, uma lata de Nescau com um desenho do Pica Pau que alguém fez de "lembrancinha" de uma festa infantil que minha mãe foi e trouxe-o pra casa.

Mas isso não importa. Eu comecei a juntar. E juntava mais e mais. Nunca havia juntado dinheiro assim. Só que eu juntava e não sabia como ia gastar. Tinha um sonho de ter um tênis da Adidas, mas isso não vem ao caso agora.

Até que em Outubro ou Novembro, agora não me lembro bem, surgiram os boatos de que Amy Winehouse viria ao Brasil. A data, ao certo, não se sabia. Falava-se em Março ou Janeiro, como ocorrido, enfim. E aí, tudo foi se juntando. Com o que gastar "aquela grana" do cofre, que até então, não tinha razão por ter sido formada? Com ela. Sim, com Amy Winehouse.

Estava decidido. Eu ia pra'quele show de qualquer forma. Ela viria fazer uma apresentação em Recife, cinco horas de viagem, por qual razão eu não iria? É a Amy Winehouse, cara. Aquela que eu comecei a ouvir por causa do Momento Pânico, a quem serei eternamente grato; aquela que eu comprei o DVD e fiquei por dois (ou três?) meses SEGUIDOS vendo e cantando TODO DIA. É aquela que canta "no, no, no". É aquela que é, simplesmente, demais pra mim. Claro que eu iria, porque não?!

O duro era convencer a matriarca. E foi duro, viu? Foram dias de insistência.

"Eu vou sim"
- "Você não vai de jeito nenhum"
"Não adianta, eu vou".

Ah, isso aí? É pouco diante do que ouvi do dia em que disse que ia, do dia em que ela soube que a Amy estaria mesmo vindo ao Brasil para fazer suas apresentações... Enfim. Só mudou quando eu disse: eu vou acompanhado. Mudou um pouco. Um conselho daqui, outro dali, eu agradecendo às pessoas que o fizeram e até que ela, finalmente, cedeu!

Eu estava livre para ir ao show da Amy Winehouse. Eu podia ir!!! A felicidade habitava em meu ser. Brega? Não, realidade. FELICIDADE. Com um mês de antecedência, os ingressos foram comprados. Sim, eu iria para o show da Amy com a Laís e a irmã dela, Aline. Tava tudo cooperando para dar certo. Tudo! E deu!

É chegado o dia!!! Ansiedade toma conta do meu ser!

"Meu Deus, obrigado. Eu vou realizar um sonho!"

E lá vamos nós. Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011, 12h25. Saímos de Maceió para Recife numa viagem cansativa, porém divertida. Tiramos fotos, tomamos vinho, refrigerante, jogamos adedonha e até mesmo o UNO não poderia ficar de fora. Sim, jogamos UNO em pleno ônibus. E lá estávamos nós, rumo ao show que marcaria as nossas vidas. Ou pelo menos a MINHA... Bom, depois de quase 5h30 no ônibus, chegamos.

O local é grande. Não se compara ao daqui. Ao lado, um parque. Mirabilândia. Do outro, a verdadeira diversão para nós. Eu não conseguia acreditar que, daqui a 6 horas, estaria "frente a frente" com Amy Winehouse. Era, simplesmente, incrível. Não havia mais o pensamento de "será que ela vem mesmo?". O que havia era: Sim, eu vou vê-la de perto. Quer dizer, não tanto de perto.

Horas depois, portões abertos, fomos pra grade. Distância considerável dali para o palco. Mas eu estava ali. O primeiro show da minha vida começaria com meia hora de atraso: às 21h34, entrava no palco Mayer Hawthorne! Com um show dançante de 50 minutos, direto, sem parar, ele contagiou todo mundo que tava ali. Inclusive eu, que nem o conhecia. Achei ótimo. Claro que dancei. Do jeito que deu, né, tava apertado. Mas tava bom. Foi bom.

Perto das 23h, foi a vez da segunda apresentação da noite: Janelle Monáe. Eu não digo que gostei ou que não gostei, foi um show legal. A primeira música, inclusive, contagiante como os 50 minutos do show do Mayer. Ainda deu pra dançar. Pouco tempo depois, deu aquela vontade de ir ao banheiro. Mas tava L-O-T-A-D-O, como sair? E como voltar? Não importa, eu fui. Lembro como se fosse agora a mensagem que, no maior apertado, escrevi no celular e mostrei pra Aline: Vou ao banheiro agora e seja o que Deus quiser. Ela sorriu e disse 'ok'. E eu fui.

Estava morto de cansaço. Queria, mais do que nunca, que tudo acabasse. Será que eu ia desistir de tudo? Claro que não, faltava tão pouco... E assim foi. Enquanto o show da Janelle rolava, eu procurava algum lugar pra "me acomodar" (leia-se: minha coluna! A verdade é que eu tinha uma coluna antes de ir ao show, mas ela ficou lá em todo o tempo em que fiquei de pé, seja esperando ou curtindo as músicas). Enfim, perto das 00h, Janelle encerra sua apresentação e é chegada a hora. Mais uma vez, tocavam aquelas músicas - naquele momento 'chatas' - que tinham função de 'sala de espera'.

E eu tava no meio da multidão. No meio literalmente, já que não conseguia voltar para onde Laís e Aline estavam. Não tinha como. 00h05 e as luzes se apagam. A galera "se engana" e bate palmas alucinadas por ela. Mas, ainda não era a hora. As luzes acendem e a música toca novamente. 00h15 e aí, mais uma vez, as luzes se apagam e todo mundo, outra vez, bate palmas clamando por ela. E nada. Silêncio no ar.

Eis que é chegada a hora que todo mundo ali esperava. Todas aquelas, sei lá, 10, 12 mil pessoas que ali estavam... Por volta de 0h20, ela entra no palco. Com um vestido amarelo, justíssimo por sinal, Amy Winehouse aparece correndo, feliz da vida, para alegria da galera. E abre o show com "Just Friends", acompanhado dos gritos do público. E meus gritos, inclusive. Agora não tinha pra onde. Eu tava "de frente" pra ela. Parece que era eu e ela, ela cantava, eu respondia cantando. Ou melhor, gritando. Esqueci que tinha uma multidão ao meu lado. Eu gritava, cantava, sorria. Era um sonho realizado. E QUE SONHO!

Como você ficaria se o primeiro show de sua vida fosse, justamente, de uma pessoa da qual você nunca imaginasse que poderia ver tão de perto, como assim aconteceu na última quinta-feira comigo, no caso? E se essa pessoa fosse, justamente, a Amy Winehouse? Pra qualquer outra pessoa que venha a ler isso, pode ser "a maior merda", mas não tô nem aí. Pra mim foi a realização de um sonho que parecia ser IMPOSSÍVEL.

Imagine a realização de um dos seus maiores sonhos? Imaginou? Pronto. Foi a mesma sensação que tive ao estar ali, naquele pavilhão do Centro de Convenções de Recife, que de tão grande às 20h15, ficou pequeno quatro horas depois ao estremecer com as músicas do fenômeno Winehouse. Ou melhor, não foi a mesma sensação, não poderia ser. O que eu sentia naquele momento era algo ÚNICO. Algo que eu teria que aproveitar cada segundo, minuto...

O que foi aquele coral, FANTÁSTICO, em Rehab e Back To Black? O Centro de Convenções, lotado, se uniu em uma só voz para cantar detalhadamente... E eu no meio daquilo tudo, caraaaaaamba, eu tava lá!!! A cada música, era uma sensação diferente. Caraca, eu sabia todas. Ou melhor, quase todas. Em duas músicas eu fiquei... enrolando. Gritando, melhor dizendo. E daí que ela não fosse ouvir e nem ao menos me ver? Eu tava ali e isso é o que importava.

Amy saiu e voltou, saiu e voltou... E a cada volta, uma surpresa.

"Valerie, Valerie, vai, toca Valerie agora"

E o que foi que ela tocou? Valerie! Como assim, que sintonia, não? A batida começa e a galera vai ao delírio, como foi com cada som tocado. E o show ia rolando, gente, já tinha mais de 1h de apresentação e lá estava Amy. Feliz, ela saltitava no palco, abraçava Zalon, ia de um lado para o outro, bebericava algo em uma xícara (?) branca substituida pela garrafa d'água, que inclusive, foi confundida em um dos shows com seu microfone, até que no auge da felicidade, ensaiou uns passinhos de bailarina e escorregou. As pessoas, ali, vibraram com aquilo. Foi tão rápido que quase não deu pra perceber, já que ela se levantou - aos risos - e seguiu o show como se nada tivesse acontecido - diferente da queda em Wake Up Alone no Rock In Rio de 2008, que foi triste. Aquela sim foi triste, a situação dela inclusive, era muito triste na época. Quem quiser ver, joga no youtube e vai entender o que eu digo - e essa não, foi alegre, algo do tipo "eita, escorreguei! Ups! (e ri de si mesmo)".

Isso aí foi só um detalhe. O show continuava perfeito. Queda? Que nada, foi pouco para quem teve o prazer de, em seu primeiro show, acompanhar a maior apresentação já feita pela cantora no tempo em que ficou no Brasil. Foi isso. Dentre outras músicas, quando ela cantou 'You Wondering Now' eu fui ao céu e voltei. Pulava loucamente com o som, nunca imaginei que ela pudesse cantar essa música no BIS! E cantou. Todo mundo acompanhava como podia, foi demaisssssss! Até que ela vem com 'Love is a Losing Game', se emociona outra vez e, infelizmente, encerra aquela apresentação memorável acompanhada de várias manifestações de aplausos e gritos daquela multidão. E meus também. Gritei tanto que a garganta tá doendo até hoje, dois dias depois.

Não tenho palavras para descrever a minha felicidade em ter vivido esse momento. Foi tudo do jeito que eu já esperava. Ela errou e esqueceu letra, distraiu a galera, enrolou em várias músicas, mas... não importa. Foi a primeira vez em que fui a um show e começar assim, com Amy Winehouse, realmente, me deixou completamente emocionado. Foi a realização de um sonho pra mim. E a comprovação segura de que, se você tem um sonho, um dia eles podem se tornar realidade. Agora eu acredito nisso.

E que venha o próximo!!!!
Amy, volta logo, pôxa, quero te curtir muitas vezes mais!!! \o/

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