terça-feira, 6 de março de 2012

"Depois morre e não sabe o porquê..."

Cá estou eu, após mais um dia de grande movimento... Quem diria que uma segunda-feira poderia contar com tantas emoções. Vou resumir o dia a um fato que eu já tinha ouvido falar que, realmente, tinha acontecido dentro de um ônibus, mas - como hoje - eu ainda não tinha presenciado.

Acho que já falei aqui do stress diário que envolve rodoviários e passageiros, por isso, eu não vou levar isso mais adiante. Hoje, em plena tarde, uma senhora resolveu tomar as dores de duas passageiras que estavam dentro do ônibus e estavam perto de descer. Tudo isso pelo simples fato de que, segundo a senhora, "o motorista (ela se direcionava ao cobrador, ao gritar toda a sua fúria no momento) não queria abrir a porta do meio".

Antes, ela já resmungava do assunto, antes de abrir o bocão...

- "Ele tem que abrir sim..."

E depois, quando o cobrador sinalizou para as duas passageiras que a saída era pela porta traseira, ela não se aguentou...

- "Agora há pouco você mesmo abriu a porta aí, e não vai querer abrir agora por quê? É por cara, é? É por cara, é?"

Furioso, o jovem retrucou...

- "Então peça a ele (motorista) pra abrir a porta pra você, peça a ele..."

E o diálogo continuou...

- "Você abriu essa porta agorinha, rapaz, não quer abrir agora por quê? É pela cara?"
- "Então venha aqui pra você descer por aqui, venha", dizia o cobrador, a beira de um ataque de fúria.

E foi daí pra baixo. Eu me lembro que ambos trocaram xingamentos, palavrões - tanto de um lado, quanto do outro - a situação saiu totalmente do controle. Aproveitando, em meio ao tumulto, uma moça conversava com sua amiga e soltou a bomba...

- "(...) E não é a primeira vez que vejo essa velha estressada assim... (pausa) É, já vi umas 3 vezes!", finalizou.

Mas, antes de sair fora do local depois de tocar o terror, a senhora soltou uma frase que marcou durante o dia inteiro.

A porta se abriu, ela ainda esbravejava, soltou a frase e saiu...

- "(...) Agora, depois morre e não sabe o porquê..."

Diante disso - e de todo o silêncio que se instalou dentro do carro durante a discussão, já que os passageiros acompanhavam apenas com alguns olhares entre si - o carro voltou a andar. Motorista e cobrador trocaram algumas palavras e o jovem, mais estressado que nunca, apenas passava o troco aos passageiros que dele precisavam. E foi assim por toda a viagem. Trocamos algumas poucas palavras, pois quando a situação está assim, nesse mar de stress, restam apenas olhares sérios e um silêncio dominador.

Mas uma frase dita por essa senhora que, certamente estava descontrolada, foi o ponto alto do dia. Do momento. Da situação. Tão louca, ela soltou a pérola em meio a um coletivo com mais de 40 pessoas dentro. Então, pessoas, já ficaremos atentos: Se algo acontecer ao jovem, a gente já saberá quem foi. E ele também. Mesmo que não tenha como provar. Mas isso, claro, vamos ficar na torcida de que não aconteça jamais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página